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Lembro como se fosse hoje, com um gosto amargo na boca ainda, o jeito que você saiu por aquela porta. Eu estava deitado, você falava coisas sem sentido e eu nem dava bola. Explodisse o mundo ali que por mim não faria diferença. Ao fundo: um piano e uma voz calma declamando poesia em forma de canção. Você pegou suas malas, derramou a ultima lágrima e saiu. Eu continuei ali por mais uns minutos até me dar conta do que acabara de fazer. “Deixei o amor da minha vida sair por aquela porta e não fiz nada? Corre idiota!” meu coração e meu cérebro brigavam entre si, e no fim a razão venceu.

Não gosto de lembrar desse dia! Odeio pensar que poderia ser diferente, que eu podia ainda estar dançando com você ao som do silêncio. Que eu poderia me lambuzar de chocolate enquanto você ria. Eu não gosto de pensar nos momentos que não vivi com você, ou dos que eu vivi e não soube aproveitar.

E hoje, tentando ocupar minha cabeça com o trabalho me vêm você à mente. Derramei uma lágrima do rosto, e fingi que era apenas um cisco no meu olho. Amanhã tudo volta ao normal.

2 comentários:

Milla' disse...

que triste cara

Fernanda Hauptmann disse...

Amanhã tudo volta ao normal, ou não.