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Ele era apenas mais um entre tantos empregados daquela empresa. E não se sentia bem com esse rótulo. Ser traduzido, todo o seu ser, sua essência, em um número, um cartão e uma mesa era a coisa mais frustrante que ele sentira. Era tudo que sempre lutara pra não ser. Mas era, e ele já não sabia o que fazer.

Acordou naquela manhã decidido. Chegando ao escritório foi direto a sala do seu chefe, o olhou nos olhos e disse em um tom suave “quero demissão”. Saiu, andou 3 quadras com um largo sorriso no rosto; sorriso este que fazia tempo que não saia pra brilhar e encantar a quem passava por ele. Sentou-se no parque perto do seu EX-escritório, e olhou em volta. Sentia uma liberdade, uma paz. Aquilo o impulsionava novamente, era seu novo gás, seu novo combustível. Ele não fazia ideia do que fazer em seguida, e nem ligava pra isso. Era uma nova era, um novo começo. Uma nova vida.

“De hoje em diante vou ser o que eu quiser, o que eu puder, o que eu sonhar” disse pra si mesmo.

Um comentário:

Fernanda Hauptmann disse...

À uma nova era então, que seja.
Gostei muito.